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Novos Medicamentos

Mais duas vacinas a partir do 2º semestre

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 Brasília – A partir do segundo semestre, mais duas vacinas farão parte do calendário de imunização das crianças. As novidades são a inclusão da vacina injetável contra a paralisia infantil e a pentavalente, que imunizará contra cinco doenças e substituirá a tetravalente.

A entrada no calendário de imunização da vacina injetável contra paralisia infantil não vai implicar a retirada da dose em gotinhas da lista, já que a dose em agulha não substitui a vacina em gotas. A diferença entre as duas é que a vacina injetável usa o vírus morto e, a segunda, o vírus vivo atenuado (mais fraco).

Pílulas da Bristol-Myers conseguem negativar vírus da Hepatite C, sem injeções.

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Por Drew Armstrong e Robert Langreth
Fonte –New England Journal of Medicine / hepatitis Central

19 janeiro (Bloomberg) - A combinação de dois comprimidos experimentais, do laboratório Bristol-Myers Squibb Co. negativou o vírus da hepatite C em 36 por cento dos pacientes que não respondiam a tratamentos anteriores, com os remédios convencionais, de acordo com estudos recentes publicados no New England Journal of Medicinie.
O estudo é o primeiro a sugerir que casos de hepatite C que não respondiam ao tratamento convencional podem ser curados e sem o uso do interferon ou de drogas injetáveis, disse Anna Lok, principal autora do estudo e diretora de hepatologia da Universidade de Michigan em Ann Arbor.
O Interferon, provoca efeitos colaterais desagradáveis, incluindo sintomas de fadiga e de gripe , entre tantos outros.
Companhias farmacêuticas, incluindo Merck, Bristol-Myers & Co., Gilead Sciences Inc., e Vertex Pharmaceuticals Inc. estão em uma verdadeira corrida a fim de lançarem novos remédios sem o uso do interferon. Os novos resultados em 21 pacientes mostram que essa terapia será possível, Lok disse.

Victrelis

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Novo remédio, aprovado no dia 22 de Julho ainda não tem data definida para ser lançado


O remédio Victrelis é o grande esperado para salvar a vida de milhares de pessoas que tem o genótipo 1 da hepatite c, mas que não respondem ao tratamento atual.

O medicamento foi aprovado em tempo record pela Anvisa, mas ainda precisa de outros trãmites para ser comercializado. A expectativa é de pelo menos outros dois meses de espera.

Novos Medicamentos

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APROVADOS NOS E.U.A. DOIS NOVOS REMÉDIOS CONTRA A HEPATITE C.

As chances de cura chegam até a 86%

No último mês de Maio (2011) foram aprovadas duas novas drogas que há muitos anos estavam em teste e que demonstraram, nos E.U.A, que são altamente eficazes no tratamento da hepatite C.

Os medicamentos são o Incivek (nome comercial do componente Telaprevir) e o Victrelis (nome comercial do componente Boceprevir).

As duas drogas chegam após um jejum de 20 anos sem qualquer novidade em termos de remédios , para a hepatite.

As substâncias, chamadas de inibidores de Protease, agem diretamente sobre o vírus, impedindo a sua multiplicação, ao contrário do que era até hoje realizado, com terapias indiretas de combate ao vírus, fazendo com o o organismo viesse a produzir defesas.

Os novos remédios são muito parecidos entre sí  e vão disputar um mercado internacional bilionário.

Os dois agem somente no genótipo 1 do vírus C  (o mais difícil de se tratar) e, aumentam as chances de cura consideravelmente.

Os dois remédios prometem níveis de cura em torno de 76% para pacientes nunca tratados e de até 86% para os que se trataram e recairam. Os que se trataram e responderam parcialmente também têm chances aumentadas, assim como os não respondedores (ver tabela abaixo)

O médico que administrar o novo remédio deverá escolher um deles para ser ACRESCENTADO ao tratamento convencional com Interferon e Ribavirina. O novo remédio  não será um substituto, mas um aliado no tratamento hoje praticado .

Veja como serão as chances do Genótipo 1 , contra o que se atinge hoje.






Veja, abaixo, como devem ser administrados os novos remédios

                 
                 
REMÉDIO TRATAMENTO INÍCIO TRATAMENTO Detalhe        
      TOTAL          
INCIVEK 12 semanas Junto com Interferon Para Todos os Pacientes Além de aumentar as chances de cura  
      Segue só com o Int+Rib o remédio promete reduzir o tempo de tratamento 
      por 24 semanas para quem negativar até a 4a. Semana pela metade, para mais de 60% dos tratados.
      de tratamento          
      Quem não negativar  na 4a. , faz          
      48 semanas          
BOCEPREVIR Varia 4 semanas após início          
    do int+Rib Para Pacientes nunca Tratados          
      28 semanas para quem negativou até 8a. Semana          
      36 semanas para quem negativou até a 24 semana e depois segue com int+rib até a semana 48  
                 
      Para Pacientes que já se trataram Antes          
      36 semanas para os que negativaram na 8a. Semana+ sequência com Int+Rib até    
      semana 48          
                 
      48 semanas com terapia dos 3 remédios, para quem só negativou na semana 28    
Estes dois medicamentos agem principalmente no genótipo 1. Eles aumentam a chance de cura para até 65% (com os remédios atuais, as chances são de 40% para o genótipo 1).


ADMINISTRAÇÃO DOS REMÉDIOS

O médico deve optar por 1 deles. Este remédio novo escolhido será administrado junto com os atuais INTERFERON e a RIBAVIRINA.

EFEITOS COLATERAIS DOS NOVOS MEDICAMENTOS

Os efeitos colaterais já conhecidos e mais comuns dos novos medicamentos são erupções cutâneas ( "rash")  ou uma espécie de urticária. Estes efeitos podem ser tratados com medicamentos específicos e costumam desaparecer em torno de 2 semanas.

QUANDO CHEGAM NO BRASIL?

A expectativa, desde a aprovação dos remédios nos E.U.A. é a de que a ANVISA brasileira (órgão regulador de medicamentos no Brasil) conceda a liberação em um prazo também expresso e que os remédios estejam disponíveis ainda no ano de 2011.

UM MERCADO BILIONÁRIO

A hepatite C é a doença “do momento”. É considerada a maior epidemia da humanidade nos dias atuais.

Há, no mundo, uma população de aproximadamente 200 milhões de pessoas infectadas com o vírus.

Os remédios disponíveis hoje em dia, o Interferon e a Ribavirina, são de administração delicada, por eventuais efeitos colaterais.

Além disso, o índice de cura é em média somente de 50% dos casos tratados.

Isto leva à obvia necessidade da criação de novos medicamentos.

Há, hoje em dia uma quantidade imensa de medicamentos (cerca de 800) em estudos. Alguns em fases muito avançadas, já.

Este fato dá, ao portador de hepatite, um alento muito grande de que em um futuro muito próximo haverá a cura total da doença, com medicamentos muito mais simples, rápidos e sem efeitos colaterais.