ABP Hepatite

Tratamento e Cura

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As hepatites têm tratamento e grande chance de cura.

O tratamento é um pouco duro, mas é tolerável e cura cerca de 50% das pessoas infectadas.

REMÉDIOS


Os remédios aprovados pelos órgãos de saúde para tratamento da hepatite c são 2:

- INTERFERON e

- RIBAVIRINA.

Eles devem ser usados em conjunto.

TRATAMENTO


O Interferon é uma injeção subcutânea, de agulha super fina, que deve ser aplicado 1 vêz por semana.

A Ribavirina é uma cartela de cápsulas e a indicação é de aproximadamente 4 comprimidos por dia. A dose varia de pessoa a pessoa, de acordo com o peso e resistência aos efeitos colaterais que cada um apresenta.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

O protocolo de tratamento prevê uma duração de 6 meses de tratamento para os infectados com os genótipos 2 e 3. Para os de genótipo 1, a duração é de 1 ano.

CUSTO DO TRATAMENTO


Embora o tratamento tenha custo elevado, se comprado por conta (aproximadamente US$ 30.000,00 pelos 12 meses) praticamente todos os pacientes se tratam gratuitamente, com os remédios sendo fornecidos pelo SUS.

COMO CONSEGUIR OS REMÉDIOS DE FORMA GRATUITA


O seu médico tem os formulários necessários para apresentação no SUS. Ele vai preencher para você (peça a ele que faça isso, pois o formulário é burocrático e difícil) e você deverá levá-lo até o posto de entrega de medicamentos que ele indicar.

O pedido deverá ser acompanhado de uma série de resultados de exames que você tenha feito (seu médico vai lhe instruir).

O SUS vai analisar o seu pedido e liberará os medicamentos em período de aproximadamente 1 mês. Este tempo pode estender-se, às vezes, até a 3 meses.

ENTREGA DOS REMÉDIOS


O SUS indicará um dia a você (provavelmente farão contato por telefone) para que sejam retirados os medicamentos.

Normalmente, você deverá ir retirar um lote a cada 30 dias. Eles não entregarão todos os remédios de uma vez, a fim de evitar que isso cause um comércio paralelo.

EFEITOS COLATERAIS DOS REMÉDIOS

Os remédios têm efeitos colaterais que variam de pessoa a pessoa.

O mais forte é o INTERFERON que pode apresentar uma série de efeitos.

Apresentamos, abaixo, uma lista dos efeitos que PODEM acontecer. Isto não quer dizer, obviamente, que eles VÃO acontecer.

O medo dos efeitos colaterais do remédio, principalmente do INTERFERON é o grande fantasma de quem está para iniciar o tratamento.

Por isso, gostaríamos aqui de comentar o seguinte:

Os efeitos são diferentes em cada pessoa?
Embora isso seja o que mais se ouça, em nossa opinião essa resposta, é falha. E deixa o paciente completamente perdido. O que ocorre é que, por haver muita variação de reação entre pessoas e pessoas, o que o paciente tem que observar é a MÉDIA de incidências de cada efeito. Assim, vai ver a chance que ele tem de experimentar cada um dos efeitos listados.

Quando você ver a lista dos efeitos que “podem” ocorrer, isto é, que já ocorreram num universo de milhares e milhares de pessoas, observe a porcentagem de incidência.

Exemplo:

1- Sintomas de gripe forte, como calafrios, febre, dores de cabeça, tosse, etc – Experimentado por 70 a 80% dos pacientes.

2- Perda de audição – Experimentado por 0,0002% dos pacientes que já tomaram.

Ou seja: Você tem muito mais chances de ter o sintoma 1 do que o 2. As suas chances de ter o 2 são como a de ganhar na Megasena…

É uma questão de estatística. E para isso que serve a lei das médias.

EFEITOS COLATERAIS INTERFERON


EFEITOS COLATERAIS RIBAVIRINA

Obs: Se você ler qualquer bula que seja, ali estarão diversos efeitos possíveis. Mesmo que seja uma simples Aspirina, alguém, em algum lugar, em alguma hora, já teve algum efeito pelo consumo.

O TRANSPLANTE DE FÍGADO


Há duas espécies de transplantes – uma onde somente parte do fígado é removida e receberá parte do fígado de um doador, que se acrescentará ao órgão do receptor, compondo com esse.

Na segunda modalidade, é realizada a total remoção do órgão e substituição pelo órgão doado. Esta é a mais comumente realizada nos dias de hoje.

CHANCES DE SOBREVIVÊNCIA AO TRANSPLANTE E QUALIDADE DE VIDA

Por mais incrível que possa parecer, o transplante de fígado não é algo “de outro mundo”. A grande maioria das pessoas que se submetem a esse procedimento sobrevivem à cirurgia e continuam vivendo normalmente num período de estudo de 5 anos. Mas, é claro, a sobrevida vai muito, muito além desse tempo de estudo.
A percentagem de sucesso na cirurgia é em torno de 80%.

Os relatos dos pacientes transplantados são muito favoráveis.


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